Paraná se prepara para a retirada da vacina contra febre aftosa

30 de janeiro de 2019

Com data marcada para deixar de vacinar o rebanho contra a febre aftosa, o Paraná faz os últimos ajustes necessários. Isso inclui a ampliação do quadro de auditores fiscais e de agentes para as barreiras fixas. A orientação para que sejam contratados mais 18 médicos veterinários e 50 técnicos veio do Ministério da Agricultura, após duas auditorias realizadas naquele Estado. Isso tudo para seguir à risca a proposta de deixar de imunizar os animais já a partir do segundo semestre deste ano.

As duas auditorias apontaram pequenas deficiências sanáveis - afirma Norberto Ortigara, secretário de Agricultura do PR. A preparação para buscar o status de livre da doença sem vacinação veio bem antes e exigiu investimentos públicos e parcerias com a iniciativa privada, que aportou R$ 3 milhões no fortalecimento da estrutura da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar).

A estrutura, criada em 2011, é, para Ortigara, o primeiro passo dado rumo ao objetivo de evolução do status sanitário. Seguida de contratação de pessoal. Hoje, são 690 servidores, de agrônomos a técnicos de laboratório. Há ainda 230 escritórios municipais atendidos por servidores locais. Propriedades 100% georreferenciadas, vigilância ativa - com 33 postos fixos nas divisas com Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul - e vigilância passiva são outras ferramentas implementadas.

- A vacina é um método bruto de controle. Por conta dela, estamos alijados de 65% do mercado mundial de carne suína, por exemplo. A sociedade paranaense como um todo fez um esforço e estamos nos sentindo seguros - garante Ortigara.

A mobilização, no entanto, não significa que a decisão de antecipar o cronograma do ministério para retirada da vacina seja unanimidade. A resistência vem principalmente de produtores de gado de corte, que terão o fluxo com Estados vizinhos afetado.

A decisão tomada pelo Paraná também criou pressão sobre o Rio Grande do Sul para que adote medida semelhantes. Auditoria já foi solicitada à pasta da Agricultura e deve ocorrer no primeiro trimestre deste ano.


 Fonte: Zero Hora